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um Alberguista
Albergues da Juventude estão
em alta
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sócio!
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no Amazônia Hostel |
07/08/01
José Soares Jr - Repórter do Viver
Quando os albergues
da juventude surgiram na Alemanha do pós-guerra eles
eram sediados em prédios públicos abandonados.
Com o passar do tempo, eles cresceram, se organizaram através
de federações, e hoje tendem a se tornar um novo
tipo de hotelaria, econômica, prática e sem muitas
exigências. No exterior muitos albergues já oferecem
até excursões, cruzeiros e passeios ciclísticos.
Com estilo de
simples hotéis e pousadas, os albergues se popularizaram
através da procura do público jovem e da maneira
coletiva como apresentam os seus serviços. Quartos, banheiros
e refeições são em grupo, onde prevalece
o princípio da coletividade. Embora não agrade
a todos os tipos de viajante, os albergues tem adeptos quase
sempre jovens e solteiros, organizados através de associações
estaduais e federações que emitem a carteira de
alberguista.
O documento pode
ser nacional ou internacional, visto existirem albergues em
todo mundo. A diária que varia entre 14 e 40 reais. O
alberguista ao se hospedar no Amazônia Hostel, em sua
diária está incluída, roupa de cama, 1
leito em quarto coletivo, 1 locker por pessoa com chave, tv
a cabo, cozinha e lavanderia (sem máquina de lavar).
Embora os alojamentos
sejam dividos por sexo, já existem em alguns albergues
os quartos individuais, apropriados para casais e famílias.
"A medida surgiu porque percebeu-se que a primeira geração
de alberguistas já envelheceu. Eles tem família
mas ainda curtem viajar pelo sistema do hostelling", diz
Rita Castro, gerente de um dos albergues de Natal. O sistema
ao qual ela se refere é o Hostelling International, nome
da Federação Mundial de Albergues da Juventude,
com sede na Alemanha.
Rita Castro, por
exemplo, só hospeda em seu estabelecimento alberguistas
afiliados ao sistema, ao contrário da maioria dos outros
albergues que recebem hóspedes que não são
alberguistas cobrando mais caro.
"Eles geralmente
acham que estão em um hotel comum e acabam fazendo exigências
que um afiliado não faz", afirma a gerente. Sua
explicação se refere ao fato da maioria dos albergues
não possuírem serviço de quarto, telefone
ou ar-condicionado. O alberguista, na verdade, é um hóspede
diferente. Ele é quem arruma a cama, além de sempre
andar com seu próprio cadeado para o armário que
for usar. Ele é acostumado com a idéia de que
nos quartos coletivos não há ar-condicionado ou
telefones.
ALBERGUISTAS
- A estudante gaúcha de biologia Patrícia Neves
está hospedada em um albergue em Natal desde a semana
passada. Viajando de férias, ela já é afiliada
há algum tempo, e afirma que antes via com estranheza
o fato de ter que se hospedar com pessoas estranhas no mesmo
quarto. "Por isso eu sempre procuro os albergues que tenham
clima bem familiar", declara a estudante afirmando que
aprendeu a respeitar o espaço dos outros através
das experiências do alojamento coletivo. Ela já
utilizou o sistema de hostelling em Salvador, Recife, Espanha
e Portugal.
Para o estudante
goiano Thiago Bastos, a falta de conforto pode ser compensada
pelas amizades que são feitas, visto o movimento constante
de pessoas que chegam aos albergues. A falta de conforto também
não assustou o casal paulista Eduardo Caldas e Patrícia
Lachinky. Eles vieram a serviço para Mossoró e
passaram o final de semana em Natal hospedados em um quarto
de casal de um albergue da cidade. Esta foi a primeira vez que
o casal utilizou o quarto individual. "Antes dormíamos
separados cada um em seu alojamento", recorda Eduardo.
O contador argentino
Esteban Torres acha o sistema ideal para quem viaja sozinho.
"Vale pela amizade". Esta é a quinta vez que
vem ao Brasil e no ano que vem ele espera ir a Europa. O advogado
colombiano Júlio López, também alberguista
e alojado em Natal, lembra que os albergues europeus, são
quase todos estatais e tem um aspecto "sujo e velho"
que pode não agradar a todos. Ele utilizou o sistema
de hostelling em Roma, Veneza e Amsterdan. "Os albergues
seriam melhores se tivessem chuveiros elétricos e mais
quartos individuais", opina o rapaz.
Embora tendam
a seguir o mesmo padrão em todo mundo, existem albergues
com 100, 200 leitos. Alguns chegam a ter quartos individuais,
piscina e vista para o mar. Outros (uma minoria) são
localizados em fazendas e chegam a possuir chalés, banheiras
e serviço de internet. Cada albergue é um caso
distinto e oferece serviços que precisam ser checados
previamente. Em Natal, os albergues tem serviços de city
tour, passeios de bugre e outros serviços típicos
de uma cidade litorânea.

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